Oliveira

Família:
Oleaceae
Distribuição geográfica:
Região mediterrânica até ao médio oriente. Em Portugal no sul, centro e vale do Douro.
Caducidade:
Persistente.
Altura:
Até 15m.
Longevidade:

Pode viver mais de 2000 anos .

Porte:
Árvore ou arbusto de copa larga e arredondada.
Ritidoma:
Tronco grosso, geralmente bastante tortuoso, de ritidoma cinzento, muito fendilhado.
Folhas:

Opostas, curtamente pecioladas, margem inteira, oblongo-lanceoladas, medindo 1-8 x 0,3-2cm, mucronadas, de cor verde-acinzentado na página superior e prateado na inferior graças a uma densa cobertura de pêlos peltados.

Estrutura reprodutiva:
Flores reunidas em rácimos densos nas axilas das folhas, cálice pequeno em forma de taça, corola branca, caduca, de uma só peça, aberta em estrela com 4 lóbulos; fruto, uma drupa de 1-3,5 x 0,6-2cm, elipsóide (azeitona).
Floração:
Fim de abril, maio e junho.
Maturação dos frutos:
Setembro, Outubro.
Habitat e ecologia:
A var. sylvestris ocorre no estrato arbóreo das florestas esclerófilas mediterrânicas especialmente em sobreirais e azinhais e torna-se dominante em solos vérticos constituindo florestas (zambujais). É também muito frequente nos matos altos, substituinte das florestas esclerófilas mediterrânicas. A var. europaea é cultivada em praticamente todos os países da bacia mediterrânica e tem a particularidade de suportar melhor as geadas e as baixas temperaturas e portanto ocorrer em altitudes maiores do que a variedade silvestre. Necessita entre 200 e 700mm de precipitação, mas resiste à seca assim que estiver estabelecida. Tolera ventos salgados.
Usos e costumes:
A O. europaea var sylvestris á a oliveira cultivada em todo o Mediterrâneo desde a Antiguidade. Sabe-se hoje que a sua domesticação ocorreu um pouco por todo o Mediterrâneo, e não apenas no Mediterrâneo Oriental. O interesse alimentar (azeitonas e azeite) motivou cruzamentos e apuramentos para obter frutos de maior tamanho, o que causou um afastamento morfológico em relação à variedade silvestre (zambujeiro). As folhas têm aplicação medicinal, sendo usadas para combater a tensão alta. A sua madeira possui elevada resistência, serve para pequenas peças de marcenaria e marchetaria. Nas últimas décadas vem sendo cada vez mais.
Modos de propagação:
Por semente: Semear o caroço da azeitona, logo que esta estiver madura, no outono. Pode ser reproduzida no interior, sendo melhor, neste caso, fazer algum tempo de estratificação a frio. Quando as plantas tiverem o tamanho suficiente para manusear pode mudá-las para o seu local definitivo, ou se preferir, colocá-las em vasos e deixá-las assim durante o inverno, mudando-as na primavera. Por estaca: na primavera, cortar ramos semi-maduros, com 5-10 cm, que tragam na base parte do ramo mais velho. (esta ligação é que produzirá raízes). Boa percentagem.
Informações adicionais:
É constituida na Europa por duas variedades: O. europaea subsp.europaea var. europaea e O. europaea subsp europaea var. sylvestris (Miller) Lehr. (=O. sylvestrisMill; O. europaea var. oleaster (Hoffmans & Link) DC.; O. oleaster Hoffmans & Link) (zambujeiro). Esta última distingue-se da primeira pelas folhas e frutos de menor dimensão, os frutos todos negros quando maduros, e pelos ramos inferiores providos de espinhos.
Designação inglesa / espanhola:
Olive / Olivo.
Fonte:
Florestar.

 

 

 

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