Faia

Nome científico:
Fagus sylvatica L.
Família:
Fagaceae.
Distribuição geográfica:
Existem registos fósseis no norte de Portugal da sua presença, tendo esta se extinguido antes do Neolítico. Embora por alguns não seja considerada espontânea no país, é uma espécie adaptada aos climas temperados do norte de Portugal, acompanhando bordos e carvalhos-roble. Ocorre nas serras no centro e norte onde, além de cultivada, por vezes apresenta abundante regeneração natural. Existe na maior parte da Europa central e do norte e também na América do Norte.
Caducidade:

Caduca.

Altura:
Até 40m.
Longevidade:
Entre 150 a 300 anos.
Porte:

Árvore de copa cónica e estreita em jovem; geralmente ampla, +/- aplanada e bastante ramificada em adulta.

Ritidoma:
Cinzento-claro, quase liso.
Folhas:
Verde-claras, simples, ovadas a elíticas, com 5-10cm, de ápice agudo, margem ondulada e ciliada, pecíolo curto; brilhante na juventude; em adultas são glabras, excepto nas axilas das nervuras na página inferior.
Estrutura reprodutiva:
Flores, pequenos amentos que aparecem pouco depois das folhas; frutos aquénios semelhantes a castanhas, de 1,3-2,8 x 0,7-1,1cm, mas de secção angulosa e triangular, castanhos e brilhantes, completamente envolvidos por uma cúpula espinhosa que os liberta na maturação.
Floração:
Abril, Maio.
Maturação dos frutos:
Setembro, Outubro.
Habitat e ecologia:
Ladeiras e fundos de vales frescos e húmidos. Condições óptimas entre os 400 e os 1900m, mas também de 0 a 2000m. Não é específica em relação ao pH, embora prefira solos calcários, profundos e frescos. Espécie de sombra, necessitando especialmente desta até aos 10 anos. Precisa de mais de 600mm de precipitação média anual e as temperaturas desejáveis estão entre os 2 e 18ºC. Resiste bem aos frios do inverno, embora se recupere mal de geadas tardías. De crescimento lento até aos 10 anos, mas com 100 anos pode atingir 30m. Não tolera ventos costeiros. Forma um solo rico em húmus, protegendo-o de correntezas, fertilizando-o e infiltrando a água nas camadas mais profundas. Onde ocorre é, geralmente a espécie dominante. É uma fonte importante de alimento para inúmeras larvas de insetos, tendo 64 espécies a ela associados..
Usos e costumes:
A madeira da faia, embora não sendo considerada nobre, como e.g. a dos carvalhos, é atualmente valorizada pelo seu grão fino e cor clara. Muito empregada em parquês, também tendo sido usada na Europa para travessas de caminhos-de-ferro. As folhas jovens são de bom uso numa salada, enquanto que as sementes podem ser ingeridas cruas ou cozinhadas, embora em pequenas quantidades (ver perigo).
Modos de propagação:
Por semente: estas têm uma viabilidade curta e devem ser semeadas logo que possível. As sementes devem ser protegidas dos roedores. A germinação deve ocorrer na primavera. Quando as plantas tiverem tamanho suficiente para serem manuseadas, deve separar-se em vasos individuais, protegendo-as durante o primeiro inverno e plantando-as na primavera ou outono seguinte, nos seus locais definitivos. As árvores, durante os primeiros anos são muito sensíveis às geadas tardias. As árvores podem ser deixadas em solo até aos 3 anos antes de serem transplantadas mas é melhor fazê-lo o mais breve possível..
PERIGO:
Grandes quantidades de sementes podem ser tóxicas.
Fonte:
FLORESTAR.

 

 

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