Cipreste

Nome:
Cipreste – Cupressus sempervirens.
Nome Comum:
Cipreste-dos-cemitérios, cipreste, cipreste-comum, cipreste-de-Itália, falso-cedro.
Origem:
Proveniente do Mediterrânico Oriental (onde se situa Chipre) e Ásia Menor.
Descrição:
a sua importância nas paisagens gregas e romanas é assinalável, existindo até semelhanças entre a área ocupada pelo Império Romano e a actual distribuição do cipreste-comum (é por isso que de há tantos séculos utilizado em Portugal, já a consideramos “tradicional” na nossa paisagem).
Sempre-verde, alude por sua vez a dois aspectos: árvore de folha perene, mas também longeva – há exemplares com 1000 anos e chegar aos 500/600 é “comum” neste cipreste! O seu crescimento é rápido nos primeiros anos, mas depois torna-se lento com o passar do tempo.
Tipo de Reprodução:
Espécie monóica, com as flores masculinas em cones amarelos nas pontas das folhas e as femininas agrupadas, destas surge o fruto – umas sementes aladas, tão leves que são precisas 150.00 para fazer um kg; estas sementinhas mantêm-se encerradas aos 8 a 20, numas glábulas compostas por 10-14 escamas e que primeiro são verdes tornando-se cinzentas quando amadurecem.
As folhas são em forma de escama, situação característica a outros ciprestes.
Habitat:
A espécie adapta-se bem a qualquer tipo de solos (menos os húmidos), mas prefere locais ensolarados aos sombrios; resiste bem aos ventos e às altas temperaturas.
Aplicações:
A sua madeira – aromática, resistente e durável – é muito apreciada em marcenaria, tendo sido usada pelos egípcios para fazer sarcófagos, pelos gregos para fazer móveis e pelos carpinteiros medievais para as arcas da época.
Dele também se extrai um óleo essencial com propriedades benfazejas aos sistemas circulatórios, digestivos e respiratórios.
Fonte:
Jorge Cancela
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