Carvalho alvarinho

Nome:
Quercus robur L.
Nome Comum:
Carvalho alvarinho.
Distribuíção geográfica:
Centro, oeste e norte da Europa. Em Portugal ocorre no noroeste.
Caducidade:
Caduca ou marcescente.
Altura:
Até 45m.
Longevidade:
Excecionalmente pode atingir os 1500 anos.
Porte:
Árvore de copa ampla e regular, majestosa.
Ritidoma:
Cinzento-acastanhado, fendido em placas.
Folhas:
Verdes, mais escuras na face superior, verde-claras em novas, simples, alternas, com 5-19cm, com forma oval e 4-8 pares de lobos arredondados; ambas as faces da folha sem pêlos; pecíolo muito curto (máximo 0,5cm) e aurículas (orelhas) envolvendo o raminho.
Estrutura reprodutiva:
Flores de lobos lineares e ciliados; bolotas com um pedúnculo comprido (5-11cm); cúpula de forma subaplanada e de escamas aplicadas.
Floração:
Abril, Maio.
Maturação dos frutos:
Setembro, Outubro.
Habitat e ecologia:
Matas de clima temperado, isto é, sem seca estival prolongada. É frequentemente a árvore dominante. Ocorre preferencialmente dos 0 aos 1500m, mas pode chegar aos 2500m. Prefere solos siliciosos e húmidos, embora resista à seca assim que está estabelecida. Espécie de luz principalmente em idade jovem. Necessita de uma precipitação média anual superior a 600mm e no período estival de mais de 200mm. Precisa também de humidade ambiental. Temperaturas desejáveis no inverno entre -15 e 10ºC e no verão entre 10 e 25ºC. Tem uma grande resistência ao frio e às geadas tardias. É um indicador da humidade do solo. Tolera ventos fortes, mas não gosta de exposição marítima. É uma fonte de alimento muito importante para as larvas de muitas espécies de borboletas, havendo mais de 250 insectos associados à arvore. As árvores mais velhas possuem uma casca espessa que as protege de fogos florestais. As árvores jovens, em caso de fogo ou corte, irão regenerar pela base.
Usos e costumes:
Madeira de alta qualidade usada em marcenaria. No Minho, algumas árvores eram podadas em “talhadia de cabeça” para produzir ramos e folhagem para o gado. As bolotas, cortadas e assadas são usadas como substituto das amêndoas. Uma decocção da casca pode ser usada para tratar problemas como hemorragias e desinterias, assim como para uso externo em feridas e erupções cutâneas.
Modos de propagação:
Por semente: Deve apanhar-se as bolotas do chão ou da árvore, desde que não seja necessária muita força para as arrancar. É aconselhável usar as bolotas maiores e mais pesadas (as que flutuarem na água não estão em boas condições). As bolotas perdem rapidamente a sua viabilidade se deixá-las secar. Depois de enterradas deve-se protegê-las de ratos, javalis, etc. Podem ser armazenadas num local fresco e com humidade no interior. Também se pode plantar algumas sementes em vasos fundos. As plantas produzem uma raiz  profunda, logo têm de ser mudadas para as suas posições finais o mais rápido possível. Na verdade as bolotas plantadas in situ produzirão as melhores árvores.
Informações adicionais:
Alguns autores distinguem duas subespécies: para além da típica (Q. robur subsp. robur), a Q. robur subsp. broteroana O. Schawrz. Que tem as folhas ligeiramente coriáceas e corresponderia a uma “raça” geográfica meridional desta espécie e aquela presente em Portugal. A Q. robur pode hibridar com a Q. pyrenaica e produzir híbridos férteis designados por Q. x andegavensis Hy (=Q. x henriquesii Franco & Vasconcellos). Hibrida também com Q. faginea, produzindo Q. x coutinhoi, de folhas com lobos arredondados curtos ligeiramente agudos, verde escuras na página superior, verde-azuladas na página inferior – que têm pêlos esparsos; base com aurículas vestigiais, flores de lobos lineares e ciliados; bolota de 1,5-4cm.
Fonte:
Florestar
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