Camélia sasanqua

Descrição:

O género Camellia spp., nativo do Oriente, é o maior género na família Theaceae, com cerca de 267 espécies e variedades (ICS1, 2014), e milhares de cultivares. Apesar da grande diversidade de espécies, apenas algumas são amplamente cultivadas como plantas ornamentais de jardim: Camellia japonica, Camellia reticulata, Camellia sasanqua, ou os híbridos. As Japónicas são, sem dúvida, as mais conhecidas e cultivadas em Portugal.

O valor ornamental da espécie Camellia sasanqua nem sempre foi reconhecido. Os jardineiros europeus do século XIX utilizavam muito pouco as Sasanquas por acreditarem tratar-se de plantas pouco resistentes, e que as suas flores, pequenas e de formas simples, teriam qualidade inferior quando comparadas, por exemplo, às Japónicas. Mesmo no Japão, onde a Camellia sasanqua é nativa, durante muito tempo esta planta, juntamente com a Camellia oleifera (nativa da China), foi mais valorizada pela utilização das suas sementes para a produção de óleo, do que propriamente pelas suas flores.White Cleopatra

Atualmente, a perceção do valor ornamental destas plantas alterou-se. As Sasanquas são, cada vez mais, apreciadas não só pela elegância da sua planta como também pela beleza das suas encantadoras flores outonais, que nos presenteiam com perfumes extremamente agradáveis, preparando-nos, assim, para a época das camélias por excelência.

As espécies nativas possuem sempre flores mais pequenas, geralmente solitárias, simples, e brancas. No entanto, as novas cultivares e híbridos podem ser, também, dobradas ou semidobradas, de tons rosa, mais ou menos intenso, e raramente são vermelhas. A diferença de formas, cores e texturas tanto das flores como das plantas, em relação às formas mais selvagens, é tão notória que fica a suspeição de se tratar de membros de espécies diferentes.

As Sasanquas são geralmente arbustos, muito ramificados, com cerca de 2,5-3 m de altura, que podem atingir o porte de pequenas árvores com tamanhos entre 5-6 m.

Cultivo:

Tratam-se de plantas de cultivo relativamente fácil. Não necessitam de podas, embora possam ser podadas caso necessário, adaptam-se muito bem a zonas de meia sombra, suportam geadas suaves e gostam de verões quentes, mas não muito secos. A chuva no verão e níveis de humidade relativamente altos são importantes.

Do ponto de vista fitossanitário, e de acordo com um estudo sobre doenças e pragas encontradas na coleção de cameleiras existente no Parque Terra Nostra, as flores de Sasanquas, ao contrário das outras espécies estudadas, nunca demonstraram sintomas do fungo Ciborinia camelliae, um dos parasitas mais prejudiciais às cameleiras, visto atacar especificamente as flores. Esta menor suscetibilidade ao fungo pode dever-se ao facto de se tratar de uma espécie cujas flores são, na sua maioria, pequenas, singelas, com poucas pétalas e portanto mais arejadas, não permitindo por isso a instalação e proliferação deste fungo.O período de floração das Sasanquas, tem início no final de setembro e perdura até o início de janeiro. Contudo, o pico de floração ou a plena floração verifica-se entre outubro e novembro.

Fonte:
FLORESTAR
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