Azevinho

Nome científico:
Ilex aquifolium L.
Família:
Aquifoliaceae.
Distribuição geográfica:
Sul e oeste da Europa estendendo-se para norte até ao norte de Alemanha. Em Portugal encontra-se principalmente no norte e centro, mas também em Lisboa e na Serra de Monchique.
Caducidade:
persistente.
Altura:

Até 20m, normalmente entre 4 e 10m.

Longevidade:
Cerca de 300 anos.
Porte:
Arbusto ou árvore de copa densa e muito ramificada.
Ritidoma:

Casca lisa e cinzenta, tornando-se rugosa com a idade..

Folhas:
Simples, alternas, até 12cm, coriáceas, com uma forte nervura marginal, verde clara; onduladas e de margem espinhosa ou lisa; lustrosas, glabras e verde-intenso na face superior.
Estrutura reprodutiva:
Árvore dioica (com indivíduos femininos e masculinos); flores pequenas (até 1cm de diâmetro), brancas, funcionalmente unissexuais; frutos carnudos, pequenos, tóxicos, globosos e vermelhos, alaranjados ou amarelos, até 1cm de diâmetro, com 4-5 sementes.
Floração:
Abril, Maio, Junho.
Maturação dos frutos:
Outubro.
Habitat e ecologia:
Frequente em carvalhais e nas margens de cursos de água; frequente com pioneira em áreas temperadas. Habita até aos 1600m, de preferência em solos siliciosos. Espécie de sombra, embora possa viver ao sol. Necessita de humidade, mas sem encharcar. Rega moderada a abundante. Resiste às geadas mas é sensível às secas estivais. Tolera a poluição, ventos marítimos e tempreaturas até -15ºC. Tem um crescimento muito lento e ressente-se se for perturbada nas raízes. Costuma regenerar pela base após incêndios. Atrai bastante vida selvagem, como abelhas, e pássaros, pela valiosa fonte de alimento invernal. Os coelhos particularmente apreciam a casca da árvore.
Usos e costumes:
uma das árvores mais cultivadas em jardim em Portugal continental, muito utilizada como ornamento natalício. Madeira muito dura e densa (não flutua na água), procurada para trabalhos de marcenaria, podendo tingir-se de negro. Tanto os frutos como as folhas são tóxicos. Como tolera bem a poda pode ser usada com sucesso em sebes. Espécie protegida por lei (Decreto lei nº 423/1989, de 4 de Dezembro).
Modos de propagação:
Por semente: semear assim que os frutos estiverem maduros, no outono, separando as sementes da polpa. Pode demorar 18 meses a germinar. Sementes armazenadas geralmente precisam de dois invernos e um verão para germinar. Escarificação, seguida de estratificação à temperatura ambiente e estratificação a frio pode acelerar o tempo de germinação. As pequenas plantas crescem bastante devagar, mas quando tiverem o tamanho suficiente para manusear, separe-as em vasos individuais, e proteja-as do frio e da luz excessiva durante o primeiro ano. Podem então ser plantadas nos seus locais definitivos na primavera. Por estaca: estacas quase lenhificadas com um pouco do ramo anterior na base, em agosto, num local sombreado e protegido. Deixe crescer 1 ano para depois as mudar. Por alporquia, em outubro, demorando, neste caso, 2 anos.
Informações adicionais:
espécie difícil de distinguir do Ilex x altaclerensis (Loudon) Dallim., um híbrido frequente em jardinagem..
PERIGO:
Os frutos e provavelmente outras partes da planta contêm saponinas e são tóxicos, causando diarreia, vómitos e choque. Contudo os níveis de toxicidade são baixos e em princípio só em grandes doses é que estes problemas surgirão.
Fonte:
Florestar.

 

 

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