Aveleira

Nome científico:
Corylus avellana L.
Família:
Betulaceae.
Publicação:
1753.
Distribuição geográfica:
Europa e Ásia ocidental. Desde as ilhas britânicas e Escandinávia até à Península Ibérica, Grécia, Turquia, e para este até aos montes Urais, Cáucaso e noroeste do Irão. Em Portugal encontra-se no norte e centro.
Caducidade:

Caduca.

Altura:
Até 8m.
Longevidade:
Cerca de 80 anos, contudo se for constantemente podada pode chegar aos 600.
Porte:

Arbusto alto ou pequena árvore. Frequentemente desenvolve numerosos ramos desde a base, criando superiormente uma copa arredondada.

Ritidoma:
Pardo-avermelhado, um tanto brilhante e liso em jovem, tornando-se acinzentado, gretado e escamoso; lentículas castanho-claras.
Folhas:
Suborbiculares a largamente ovadas, cuspidadas, até 15cm, curtamente pecioladas, duplamente dentadas, com até 8 pares de nervuras quase rectas, pubescentes em jovens, perdendo progressivamente o indumento, sobretudo na página superior.
Estrutura reprodutiva:
Flores masculinas agrupadas em amentos com 3-9cm, verde-claros, sésseis; flores femininas agrupadas em dicásios compactos, incluídos numa pequena gema escamosa de onde sobressaem os estiletes vermelhos; frutos aquénios (avelãs) castanhos, até 2cm, ovóides ou globosos, envolvidos por cúpula foliácea dentada ou laciniada, dispostos (1-4) em pedúnculos frutíferos..
Floração:
Inícios da primavera.
Maturação dos frutos:
Outono.
Habitat e ecologia:
Vales e encostas húmidas e sombrias, embora também se desenvolva em plena luz. Muitas vezes isolada em orlas e no subcoberto de bosques caducifólios. Indiferente ao pH do solo, sendo frequente em calcários, contudo dá-se melhor em solos nem muito pobres, nem muito ricos nutritivamente. Ocorre até aos 1400m. Suporta temperaturas de -8ºC, sendo a média desejável de 14ºC. Precipitações moderadas. As folhas são uma boa fonte de alimento para larvas de muitos lepidópteros e as avelãs para os esquilos.
Usos e costumes:
Cultivada pela semente comestível em fresco ou usada em doçaria. Valores nutricionais aproximados da avelã por 100g ou percentagem da dose diária recomendada: (hidratos de carbono-16,7g dos quais açucares-5g; lípidos-60,8g dos quais saturados-4,5g; proteínas-15g; fibra-9,7g; água-5,3g; vit.B1-56%; vit.B6-43%; vit.B9-28%; vit.E-100%; ferro-36%; magnésio-46%; manganês-294%; fósforo-41%; potássio-14%; zinco-26%; 628kcal) A avelã contem um óleo que é usado em tintas e cosméticos. Também é utilizada como ornamental. A sua madeira macia e não muito durável é apropriada para pequenas mobílias e objectos. Produz carvão de boa qualidade, usado por artistas.
Modos de propagação:
Por semente: semear as avelãs no outono, assim que forem colhidas, devendo estas germinar no final do inverno ou na primavera. Se armazenar as sementes, deve colocar em água morna 48 horas, seguidas de 2 semanas de estratificação à temperatura ambiente e 3-4 meses de estratificação a frio. Podem germinar dentro de 1 a 6 meses. Quando as plantas tiverem o tamanho suficiente, separe-as em vasos individuais e resguarde-as durante o primeiro inverno. Plante-as nos lugares definitivos na primavera seguinte. Por mergulhia ou alporquia, no outono, demorando cerca de 6 meses. Por divisão de ramos da base, início da primavera, plantando-os de imediato nos novos locais. Suportam bem o transplante, mesmo quando relativamente grandes.
Designação inglesa / espanhola:
Hazel / Avellano común.
Fonte:
Florestar.

 

 

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